Um Samba Sobre o Infinito

A interpretação de Marisa Monte para Um Samba Sobre o Infinito (ou Para Ver as Meninas) de Paulinho da Viola foi uma experiência única que me trouxe uma enorme paz sobre os sentimentos e de que forma eles podem nos atirar para qualquer lado, dependendo do quanto nossa alma se entrega.

Um Samba Sobre o Infinito é construído por imagens de um desoncontro, de uma desilusão. Mas o que chama atenção é a intensidade com que o sentimento consegue se projetar para muito além de uma dor individual, alcançando dimensões  de uma beleza cuja grandeza ficou – por circunstâncias não mencionadas – no extremo oposto do pessoal.

E são muitos os versos  que realinham a dor, que convidam a alma para novas perspectivas: “Hoje eu quero apenas / Uma pausa de mil compassos”. Não há necessidade de um número maior de compassos para o equilíbrio ser reconquistado.  “Por que hoje eu vou fazer / Ao meu jeito eu vou fazer / Um samba sobre o infinito”. Também concordo que algumas tristezas, decepções, conseguem colocar nossa identidade mais alinhada com o que realmente somos.

Um Comentário até agora.

  1. maria jose costa delgado disse:

    para ouvir