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    Então, foi 2015…

    Querido Amigo, Acabei de conferir o resultado da MegaSena! Aquela recauchutagem geral no Jeep; aquela pintura na casa; aquela construção da horta; aquelas dívidas todas quitadas; aquelas viagens para rever a família; aquele tempo para reencontrar os amigos; aquele vestibular de Direito para os fatos se reverterem em lições de latim… Só que não! Uma das sínteses de 2015 cabe bem na plenitude do conjunto desses sentimentos que se contradizem num único ato: “Só que não!” Um ano difícil? Olha, difícil mesmo é essa insegurança projetada para os tempos que virão. E acredite, tempos virão! As incertezas vencidas no dia a dia são aspirações contabilizadas para quando for possível estabilizá-las.…

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    Sinfonia da alvorada

    Nesse tempo de silenciosa inspiração, resolvi fazer uma homenagem à cidade que todos os dias os meus olhos investigam com a natural responsabilidade de estar viva. A crônica abaixo foi publicada no Correio Braziliense em 25 de março de 2012 pela escritora Ana Miranda. Sinfonia da alvorada Ana Miranda (Correio Braziliense, 25 de março de 2012) Brasília fica no lugar mais antigo da terra, gostava de dizer Tom Jobim. Talvez por isso as alvoradas em Brasília sejam tão ricas de cores que foram se multiplicando e recriando ao longo dos bilhões de anos. Riam de mim os cientistas, não me importo, falo de anos poéticos e de alvoradas sonoras. Brasília…

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    Marcelo Jeneci

    Com apenas 29 anos, Jeneci já tem parcerias com gente que sabe das coisas: Vanessa da Mata (“Amado”), Arnaldo Antunes (“Longe”) e José Miguel Wisnik. O primeiro disco dele eu conheci recentemente – “Feito Pra Acabar” – e tem por título o nome de uma das faixas em parceria com Wisnik. Foi lançado em 2010, portanto levei muito tempo distraída… Nascido na periferia de São Paulo (Guaianases) cresceu ouvindo rádio e vendo televisão. Foi com a sanfona (o pai trabalha com a eletrificação do instrumento) que ganhou de Dominguinhos a sua iniciação musical. Aos 17 anos acompanhou Chico César em turnê pela Europa. Vieram outros instrumentos e perspectivas mais amplas…

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    Bróder

    Demorei um pouco para assistir por imaginar que seria apenas mais um filme de favela. Mas Bróder é bem mais que isso. História de lealdade, amizade e ternura entre três amigos que cresceram juntos, mas que seguiram caminhos distintos na vida. Macú, Jaiminho e Pibe são os três personagens que contracenam com um quarto: Capão Redondo (uma das maiores favelas da cidade de São Paulo). Trata-se do primeiro longa metragem do diretor Jefferson De, que trouxe singularidade nas tomadas de cenas ao distinguir repulsa e afetividade num jogo bem composto de aproximação e distanciamento da câmera em conformidade com os sentimentos. As tomadas da favela interagem não apenas como uma…