Sentimentos acontecem dos fatos

Vai, vai, beija-flor – Homenagem à Vida

Carnaval

Acabou! Quem brincou, brincou. Quem não brincou, vá ser feliz nos meses que sobraram para além da folia. Afinal, convenhamos, o esplendor da carne cede espaço ao recolhimento da Quaresma, que nada mais é que outra maneira de comemorar o passar dos dias.

Na competição de Carnaval, a grande vencedora foi mesmo a vida. Ou a música. Ou exemplos de vida. E não é possível negar que tudo fica mais intenso quando os homenageados ficam ali, à disposição dos nossos olhos, fazendo pulsar mais forte o samba enredo, ritmando o compasso da nossa emoção. Do erudito ao popular, o povo elegeu o amor. E a fantasia, dourando os pés dos sambistas, cintilando na vibração da bateria, ilustrando a energia da arquibancada, invade a avenida trazendo com ela um novo dia: a mais perfeita alegoria da esperança que somente o amor é capaz.

Duas histórias de vida? Não, não: milhares, milhões de vidas com as suas diferentes histórias de superação. As lágrimas emocionadas dos ilustres enredos reverenciados em pouco mais de uma hora de desfile, nasceram da exaltação com que os passistas e o público identificaram nas duas personalidades (João Carlos Martins e Roberto Carlos) uma extensão da vida de todo mundo. Vidas que se entrelaçam porque amar e vencer dificuldades constrói a paisagem mais frequente quando as janelas da existência se abrem para o mundo.

Foi um Carnaval diferente porque a magia, a fantasia e o delírio da capacidade de sonhar, permitiram que a simplicidade invadisse as quadras. E a alegria é mesmo o grande troféu que se leva dessa vida.

Um comentário

  • Tania

    Olha… não sei. Os homenageados são dignos de todas as reverências, sem dúvida. Questionável foi a vitória da Beija-Flor. Mas, como aprendemos, a vida taí, vamos aprendendo e aceitando, quando for possível..rs. Um beijo em ritmo de surdo de lamentação pela Unidos da Tijuca.

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