Sentimentos acontecem dos fatos

Steve Jobs – um homem incomum

Steve Jobs

Faleceu no dia 05 de Outubro de 2011, aos 56 anos, vítima de um câncer no pâncreas, o co-fundador, presidente e diretor-executivo da Apple Inc.

Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem do Vale do Silício, na Califórnia, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operado por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era: “simplesmente funciona” (“it just works”).

Trecho do discurso de Steve Jobs aos formandos da Universidade de Stanford, 2005:

“Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para evitar pensar que se tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir o seu coração.”

Nunca fui uma pessoa íntima da tecnologia da informação, e continuo sendo usuária elementar, e assim mesmo o básico me foi imposto pelas necessidades funcionais do dia-a-dia. Me solidarizo com aquelas pessoas de mais idade que se sentem alijadas do mundo por não terem acompanhado algumas evoluções tecnológicas que os colocaria na “boca” da informação. Quando os testemunho nas filas dos caixas eletrônicos lembro da minha preferência por canetas tinteiro e me angustia a irritabilidade da fila com relação às pessoas que não demonstram destreza na utilização de um cartão eletrônico. Bom, independente de qualquer vocação para a coisa, o fato é que a velocidade com que evoluíram esses apetrechos tecnológicos sustenta o objetivo de propiciarem facilidade ao dia-a-dia das pessoas. E em função disso, é impossível não sentir um certo desamparo com a ausência de um dos grandes (e são poucos) promotores do “universo em um toque”, mesmo que não consigamos absorver a extensão do universo da informação que a tecnologia nos oferece. Uma sensível lacuna que não poderá ser substituída a um toque de dedo na tela da vida.

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